Painel de Literatura discute Lima Barreto, Kafka e Giovanni Papini

Hoje(19), a Alca – Academia de Letras, Ciências e Artes de Santa Rita do Sapucaí abre novamente seu espaço para poetas e escritores locais. O Painel de Literatura já é uma realidade no calendário cultural da cidade, um sarau diferenciado que sempre faz referência a três escritores. Os escolhidos desta vez são Lima Barreto, Giovanni Papini e Franz Kafka. O sarau da Alca começa às 19h no Auditório Aureliano Chaves – no Inatel. A participação é gratuita. 

O escritor Giovanni Papini (esq.) ao lado do escritor, poeta e pintor Ardengo Soffici. (Foto: Reprodução).

Franz Kafka é um dos grandes escritores do Século XX. É identificado com a corrente do existencialismo e também considerado um dos precursores do realismo fantástico, embora esta classificação não seja consensual. Nascido no antigo Império Austro-Húngaro, hoje República Tcheca, Kafka era doente, sofria de tuberculose, doença que o matou ainda aos 40 anos. Teve uma relação muito difícil com o pai. Estas duas e duras realidades influenciaram decisivamente sua literatura. “O processo”, “O castelo”, “Um artista da fome” e principalmente “A Metamorfose” são seus textos mais conhecidos. Neste último, o personagem Gregor Samsa acorda na forma de uma barata gigante deitado em sua cama; menos angustiante do que os afazeres de sua profissão, da relação com sua família, do insuportável quotidiano. 

Giovanni Papini escreveu “Gog – Um clássico moderno”, mistura de refinado humor com um horror sem limites. Gog relata as aventuras pelo mundo de um milionário que não sabe mais onde gastar dinheiro. Apanhado de contos pequenos, Gog entrevista canibais, maestros que produzem silêncio, Pitágoras, Einstein, inicia uma coleção de gigantes e conhece uma loja de cadáveres, apenas para ficar em alguns exemplos. Papini nasceu em Florença em 1881. De ateu assumido converteu-se num devoto e fervoroso católico. Suas obras se dividem nestas duas fases de sua vida.

Lima Barreto é um dos gigantes da literatura brasileira. Jornalista e escritor, publicou contos, sátiras, crônicas, romances. Crítico voraz da Velha República, fez de sua literatura uma obra “militante”. “Triste fim de Policarpo Quaresma” e o “Homem que falava Javanês” são sátiras das mais críticas neste sentido. “Clara dos Anjos” e “Os bruzundangas” também são livros memoráveis de Lima Barreto. Nos anos de 1990 a TV Globo exibiu a novela Fera Ferida – livremente baseada na obra deste autor. Também foram feitas outras duas adaptações, desta vez para o cinema.  

A pedagoga Gilmara Gonçalves é assídua frequentadora dos painéis e considera-os uma atividade prazerosa. “Eu vejo no Painel de Literatura um espaço cultural onde podemos resgatar autores desconhecidos, aprender e trocar informações. Podemos ver a literatura sendo transformada em teatro, em cordel, poesia e demais estilos. Considero importante ir ao Painel para resgatarmos nossas raízes, a cultura de um povo ou de uma região é apresentada através dos autores que são discutidos no Painel. É imprescindível dar valor à leitura e nesse espaço conseguimos resgatar um pouco mais da nossa história e da vida desses autores. E podemos também incentivar jovens e adultos a criarem o hábito da leitura de uma maneira prazerosa”, conclui.

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