Embaixador da África do Sul destaca homenagem a Mandela, nas comemorações da Inconfidência Mineira

Ntshikiwane Joseph Mashimbye recebeu o Grande Colar, honraria entregue, in memoriam ao primeiro presidente negro do país sul-africano

O maior homenageado da Medalha da Inconfidência 2017 com o Grande Colar foi,in memoriam, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Representado pelo embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Joseph Mashimbye, ele foi lembrado como exemplo da “encarnação do poder do amor e da esperança” para a humanidade. Em discurso durante a solenidade, Mashimbye se disse honrado em receber a honraria em nome de um líder tão aclamado em seu país.

“Este prêmio simboliza liberdade, igualdade e justiça. Esses foram de fato os valores que Nelson Mandela apoiou, visto que ele foi e permanece sendo a encarnação do poder do amor e esperança. Ele acreditava no poder do perdão. Ele tinha fé e confiança na capacidade de seu povo de realizar o sonho de uma África do Sul livre, unida e próspera”, afirmou o embaixador, agradecendo “ao governador e ao povo de Minas Gerais pelo convite que me foi feito para representar meu país e o povo da África do Sul nesta ocasião auspiciosa”.

Foto: Manoel Marques/Imprensa MG

Mandela foi um ativista político que se destacou pela capacidade de diálogo, pelo poder de agregação e luta incessante pela justiça social, a democracia e a igualdade de direitos. Símbolo da luta contra o apartheid, regime que segregava os negros, a quem não era reconhecida a maioria dos direitos políticos, econômicos e sociais, na África do Sul, ficou preso durante 27 anos. Sua libertação foi objeto de intensa campanha internacional, tornando-se, em 1994, o primeiro presidente negro da história de seu país. 

Prêmio Nobel da Paz, em 1993, honraria que dividiu com o presidente Frederik Willem de Klerk, recebeu as mais altas condecorações, entre elas, a Ordem de St. John, da Rainha Elizabeth II, a Medalha da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna, a mais alta distinção da Índia, e a Ordem do Canadá. Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) tornou o 18 de julho (data de seu nascimento em1918) Dia Internacional Nelson Mandela, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia. Morreu em dezembro de 2013.

O embaixador da África do Sul citou ainda a preocupação de Mandela com os princípios “de equidade, justiça, coesão e inclusividade na governança”, o que o tornou “um excepcional líder transformador e visionário, dotado de qualidades únicas e admiráveis e que mantinha seus valores fortes”.

“Sua visão de liberdade para todos sem distinção continua ressoando verdadeira. Ele visualizou uma África do Sul na qual todos os seus cidadãos desfrutariam de direitos iguais – uma África do Sul que é não-racial e não sexista, pertence a todos os que nela vivem”, destacou. “Assim devemos nós tambem proceder. A ocasião de hoje nos dá a oportunidade de lembrar a nós mesmos que todos nós temos dentro de nós a possibilidade de viver de acordo com seu legado”, completou Mashimbye.

Por fim, o embaixador citou a honra sentida por ele em representar a África do Sul durante evento que marca a comemoração da vida e dos tempos de Joaquim José da Silva Xavier. “Tiradentes, durante sua vida, tornou-se o pioneiro do que hoje é conhecido como a República Federativa do Brasil. Agora, em sua morte, ele é a inspiração para a liberdade, justiça, igualdade e dignidade humana”, finalizou.

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