Motorista morre carbonizado na BR-381

Acidente envolveu três veículos, em trecho entre Ipatinga e Belo Oriente, no Vale do Aço

 

IPATINGA – O motorista de uma carreta que transportava oxigênio morreu carbonizado, preso às ferragens, após colidir em outros dois caminhões, no KM 226 da BR-381 – a “Rodovia da Morte” -, entre Ipatinga e Belo Oriente, próximo à empresa Cenibra, no Vale do Aço. O acidente ocorreu por volta das 9 horas desta terça-feira (27).

 

A carreta de placa LJQ-7699, fazia uma curva, no sentido Ipatinga, quando o motorista, identificado como Sérgio Carvalho Neto, 41 anos, perdeu o controle e se chocou em uma betoneira, que, em seguida, bateu em outro caminhão.

 

Com a colisão, a carreta parou e Sérgio Neto ficou inconsciente, preso na cabine, que começou a pegar fogo, matando o motorista. Os ocupantes dos outros dois caminhões sofreram apenas ferimentos leves e foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Ipatinga.

 

Além da chuva, presume-se, pela marca de frenagem deixada no asfalto, que o veículo estivesse em alta velocidade e teria se desgovernado antes da colisão com os outros veículos. De acordo com o capitão Mattos, do Corpo de Bombeiros, além da velocidade e da chuva, que agravou a situação, a curva naquele trecho da rodovia também é de alta periculosidade, o que, certamente, contribuiu para o acidente. “Na quinta-feira da semana passada, no mesmo local, houve um acidente com morto, exatamente pelos mesmos motivos”, disse o bombeiro.

 

Flaviano Luiz, motorista de um dos veículos envolvidos no acidente, que transportava mais três pessoas, contou que assim que ocorreu a batida, o condutor da carreta com oxigênio já estava inconsciente. “Não deu para socorrer o motorista, porque, quando o caminhão bateu, ele já estava praticamente morto, todo prensado, o fogo já estava alastrado, o gás saindo para tudo quanto é lado. Só foi possível correr”, declarou.

 

Para o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Antônio das Graças Farias, a água na pista teria sido um agravante para o acidente. “Concluímos, também, que as condições para o acidente deve-se ao fato de os veículos não estarem em uma distância devida de segurança”, afirmou.

 

O policial levanta a hipótese de ter havido imprudência ou imperícia por parte do motorista da carreta de gás, que provocou o acidente. “Quando se dirige, é sabido que em curva não se ultrapassa nem se mantém uma velocidade muito alta”, disse, sugerindo que o veículo estivesse trafegando acima do limite de velocidade do trecho. Por volta das 11h30, o reboque removeu do local os veículos acidentados e a pista foi preparada, com serragem, para liberar o tráfego, que chegou a ser totalmente interditado.


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